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Piloto ponta-grossense relembra carreira no automobilismo brasileiro pela F3

Renan Pietrowski fala sobre a sua participação na modalidade

Por: João Guilherme Castro, com supervisão em 07/05/2019 07:42:55 atualizado em 07/05/2019 08:51:50

Piloto ponta-grossense relembra carreira no automobilismo brasileiro pela F3

Renan Pietrowski conquistou a sua primeira vitória pela Fórmula 3; piloto foi destaque na temporada de 2016 terminando em segundo - Foto: Fábio Davini

Piloto ponta-grossense relembra carreira no automobilismo brasileiro pela F3

A Fórmula 3, ou apenas F3, é uma competição de automobilismo que tem como objetivo a formação de pilotos para a disputa das próximas competições (incluindo a Fórmula 1 - principal nome da categoria). No Brasil, a Fórmula 3 só retornou no ano de 2014 com o nome de F-3 Brasil, mas seguiu apenas até 2017.

No Paraná, a F3 passa pelos autódromos das cidades de Cascavel, Londrina e Curitiba, mas é em Ponta Grossa que o destaque aparece. O piloto Renan Pietrowski foi o representante da cidade na competição nacional nas temporadas de 2015 e 2016.

A competição teve oito etapas. Cada uma delas é dividida em duas corridas, fazendo a somatória de pontos para o campeonato geral. Renan começou a disputar a F3 no final de 2015, mas foi em 2016 que conseguiu um resultado melhor.

Atualmente, Renan tem 23 anos e é piloto desde os sete - incentivado pelo pai. Ele começou correndo nos karts em Ponta Grossa e logo descobriu a paixão pelo automobilismo. Depois, aos 14 anos, começou a correr no campeonato de Velocidade na Terra. Com 15, conquistou o seu primeiro título na modalidade. Em 2013 foi para o Campeonato de Marcas e Pilotos do Asfalto.

Em 2014, com 18 anos, começou a correr de Fórmula Renault. No mesmo ano foi vice-campeão paranaense da categoria. “É sempre muito bom, pois, mesmo sem incentivo, o automobilismo no Brasil é forte e tem muitos competidores que realmente são bons. Então, todo título é algo muito importante e de muito valor para mim”, comenta. Com todo esse currículo, Renan foi para a F-3 em 2015.

Ele estreou na penúltima etapa da temporada. Como a competição estava no final, o destaque ficou para o ano seguinte, quando estreou no autódromo de Velopark (Nova Santa Rita-RS).

O automobilismo, assim como vários outros esportes, carece de patrocínios e incentivos. E foi por conta disso que Renan não conseguiu participar de muitas etapas da temporada 2016. Correu em apenas mais uma no Autódromo Internacional de Cascavel. “Eu não tinha patrocínios fechados para toda a temporada. No Brasil falta muito incentivo para o automobilismo. As empresas não investem nem com a Lei de Incentivo ao Esporte”, lamenta.

Renan não se abalou diante disso e conseguiu um bom resultado. Venceu todas as corridas que disputou. Como cada etapa possui duas provas, ele conseguiu pontuar o suficiente até o fim da temporada. Mesmo correndo em apenas duas etapas, o ponta-grossense terminou a edição de 2016 na segunda posição geral.

FORMAÇÃO

O piloto terminou no ano passado a faculdade de Engenharia Mecânica. A escolha do curso foi para ajudar no andamento das competições. “Fiz faculdade de engenharia mecânica para entender mais sobre a dinâmica dos carros de corrida. Fiz cursos sobre os sistemas em carros de corrida”, explica.

Renan pretende agora ir aos Estados Unidos tentar uma oportunidade no esporte. “Lá para esse esporte é muito mais humano do que no Brasil. As empresas de lá incentivam muito mais o automobilismo”, considera.

Ele ainda comenta que para seu melhor desempenho terá que usar os conhecimentos da Faculdade. “Eu preciso usar os meus conhecimentos de engenharia de competições e trabalhar na área lá, mas na primeira oportunidade que tiver quero correr e, se tudo der certo, quero conseguir fazer uma temporada em alguma categoria de fórmula”, finaliza.

SONHO

Renan Pietrowiski sempre teve um objetivo quando competia pela F-3: chegar na Fórmula Indy. “Meu objetivo sempre foi chegar na Indy. Quando estava na F-3, os meus objetivos eram de sempre tentar entender mais sobre o carro e suas regulagens de set-up, sempre buscar fazer o melhor acerto e ser mais rápido e vencer”, explica.

A F-3 encerrou as competições oficiais e isso afeta diversos pilotos pelo Brasil. Assim como Renan, alguns buscam oportunidades fora do país, pois o que falta de incentivo nestas categorias aqui, muitas vezes sobra em outros locais.

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