Jornalista ministra oficina de cobertura esportiva com perspectiva de gênero

16 acadêmicas participaram da atividade específica para as mulheres do curso

Jornalista ministra oficina de cobertura esportiva com perspectiva de gênero

Acadêmicas do curso de Jornalismo da UEPG participam de oficina que integra a 28º Semana de Estudos em Comunicação – Foto: Divulgação

Na tarde desta quarta-feira (16), a jornalista Thanile Ratti, a convite da organização da 28º Semana de Estudos em Comunicação (SECOM), que acontece entre os dias 15 a 18 de outubro, ministrou a oficina: Cobertura esportiva com perspectiva de gênero.

A ideia da oficina surgiu de Thanile em conjunto com professoras do curso de Jornalismo da UEPG. Ao perceber que existia uma demanda de alunas do curso interessadas no trabalho de jornalismo esportivo, a oficina foi construída com a intenção de oferecer um suporte para quem logo ingressará no mercado de trabalho.

“A oficina surgiu por interesse das meninas do curso. A gente viu como isso poderia ter adesão e decidiu preparar pra discutir o jornalismo esportivo na perspectiva de gênero. Fomentar a ideia de que elas podem trabalhar e até desenvolver um produto no mercado é de suma importância. Acho que é preciso ocupar um espaço que falta na cidade, que é o de conteúdos de opinião feitos por mulheres. Existe uma lacuna neste sentido, porque eu vejo algumas assessoras, fotógrafas e repórteres, mas não tem um trabalho opinativo na cidade”, conta.

Para a jornalista, o diálogo com a comunidade científica, sobretudo, as estudantes de jornalismo, é fundamental para debater as dificuldades encontradas por mulheres na área esportiva dentro da cidade e em outros espaços. “Eu vejo que o ambiente acadêmico é um espaço pra debater a questão de gênero. Quando elas forem pro mercado, se elas chegarem com a visão clara do que podem fazer e lutar por isso, será mais fácil. Pois com uma bagagem, a noção do que você vai enfrentar, pode ajudar a vencer as dificuldades”, explica a palestrante.

A oficina teve 16 participantes da graduação do curso. A dinâmica da atividade contou com uma coleta de informações, entre duplas, sobre as duas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro da Série A. No final do exercício, foi feito um debate com as informações reunidas e uma análise das informações.

“A ideia de ser só para mulheres é de que, existe uma lacuna de comentaristas, geradoras de opinião no jornalismo esportivo. Então, hoje foi uma forma de lançar uma semente para projetos no futuro quem sabe. A coleta e o debate também serviu para mostrar que para dar opinião precisa estar bem informada”, finaliza Thanile.

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