PublicidadeNEC

Cirlene Gusmão é a única mulher fisioterapeuta na Superliga de Vôlei

Fisioterapeuta crê em reflexo de uma cultura construída no esporte

Por: Lucas Matos em 08/03/2018 02:44:00 atualizado em 11/12/2018 14:35:19

Cirlene Gusmão é a única mulher fisioterapeuta na Superliga de Vôlei
Cirlene afirma que gênero não define interesse ou capacidade profissional - Foto: José Tramontin/Caramuru

Quando algum atleta do Ponta Grossa Caramuru se lesiona ou apresenta algum desconforto muscular já sabe: deve procurar a Cirlene Gusmão. Há um ano no Tigre, a fisioterapeuta de Castro é a profissional responsável pelo processo de recuperação dos jogadores.


Desde os primeiros passos após uma lesão até a reabilitação, é pelas mãos da fisioterapeuta que os atletas são tratados. E foi justamente por ajudar na recuperação que Cirlene escolheu a fisioterapia como profissão.


“A fisioterapia sempre foi minha primeira escolha para estar dentro da área de saúde; não me encaixava em nenhuma outra coisa que fosse a não ser fisioterapia. Trabalhar com as mãos e obter resultados o mais imediato possível, sem usar muitos artifícios”, explica.


Cirlene gosta de falar que caiu no esporte de paraquedas. Especialista em Fisioterapia Neurológica, ela foi convidada por uma colega de profissão para trabalhar no Caramuru. Isso aconteceu quando a equipe ainda era de Castro. Ela acabou ficando pelas semelhanças que a fisioterapia de desporto possui com a área de especialidade.

 

“Comecei a fisioterapia no esporte meio de paraquedas. A minha formação sempre foi neurologia. Quando me chamaram para atender alguns dos meninos do Caramuru, que é a primeira equipe, primeiro grupo e primeira experiência esportiva que eu tenho, aceitei de imediato, pois acho muito parecido com a neurologia”, conta.

 

Única mulher fisioterapeuta responsável por uma equipe masculina na Superliga de Vôlei, a castrense vê a participação feminina nas áreas relacionadas ao esporte acontecer em cargos de menor confiança. “Na Superliga Masculina, a única mulher [fisioterapeuta] responsável por um time masculino sou eu. Existem estagiárias, mas com responsabilidades sou só eu”, frisa.

 

Para Cirlene, o fato ainda ocorre por uma cultura que foi criada em torno do esporte. Ela acredita que isso não define interesse ou capacidade das profissionais que querem ingressar no mercado esportivo. “Eu acho que infelizmente acontece de culturalmente o homem estar sempre mais envolvido, mas creio que isso não define capacidade. Acontece mais culturalmente mesmo, não por falta de interesse feminino”, comenta.

 

E o interesse é real. Cada vez mais mulheres procuram a especialização na área de Fisioterapia Desportiva. “Estou me especializando na área esportiva e fazendo alguns cursos. Vi bem esse interesse feminino. Essa é a nossa conversa lá. Em qualquer outro curso que você vá fazer dentro da fisioterapia, o público é muito mais feminino dentro da desportiva. Então o interesse da mulher na desportiva é equivalente ao do homem”, conclui.

https://www.netesporteclube.com.br/artigo/Volei/5717/Cirlene-Gusmao-e-a-unica-mulher-fisioterapeuta-na-Superliga-Masculina" data-text="Cirlene Gusmão é a única mulher fisioterapeuta na Superliga de Vôlei">
PublicidadeNEC