Ex-atleta do PG Vôlei fala de dificuldades em estar longe das quadras

Eric foi liberado em março devido ao encerramento do contrato com o time

Ex-atleta do PG Vôlei fala de dificuldades em estar longe das quadras

O oposto fez sua estreia no Caramuru em 2012, para a disputa dos Jogos Abertos - Foto: Fabiana Manganotti

Devido à pandemia de COVID-19, a Superliga masculina da temporada 2019/2020 foi encerrada em abril e os jogadores do Ponta Grossa Vôlei foram liberados em março. Com a paralisação o oposto Eric teve que voltar para sua cidade natal e ficar um período longe das quadras. 

Eric é natural de Paranaguá e chegou na região dos Campos Gerais para uma pequena passagem, a convite do técnico Fábio Sampaio para jogar no time do Caramuru em Castro, no ano de 2012, com o objetivo de participar dos Jogos Abertos. 

No ano seguinte seguiu para Cascavel e se dedicou em tempo integral para viver jogando vôlei. “Durante esse ano mantive contato com técnico Fábio Sampaio e ele foi falando sobre dar início a um projeto com a equipe adulta, durante as férias foi confirmado e assim fui para Castro-PR”.

O time Caramuru fez sua estreia na Superliga na temporada 2016/2017. “Fizemos uma boa competição. Independente dos resultados, fizemos belíssimos jogos contra equipes do mais alto nível. Infelizmente não conseguimos nos manter na elite e fomos rebaixados”.

Ainda em 2017 o time foi surpreendido pela desistência da equipe Bento Vôlei, então a CVB fez um convite para o Caramuru assumir vaga disponível, assim, oficializando o retorno à Superliga. Na temporada seguinte o time se mudou para Ponta Grossa onde conquistaram um título paranaense, sendo tri-campeões e participando de mais 3 superligas. Na temporada 2019/2020, o Caramuru passou a se chamar Ponta Grossa Vôlei.

Com o contrato encerrado, Eric voltou para Paranaguá e atualmente está trabalhando numa empresa de um amigo. Para ele a maior dificuldade é ficar longe de quem ama. “A principal dificuldade pra mim está sendo ficar longe da minha mulher, Ana Paula, recentemente nos casamos no civil, mas devido a toda dificuldade financeira que estamos passando por causa da pandemia não estamos podemos morar juntos. Eu estou na minha cidade que é Paranaguá e ela em Ponta Grossa”. 

O futuro no vôlei ainda é incerto. “Não sei como o mercado do vôlei vai reagir perante toda essa crise. Já vejo muitos amigos optando por jogar em outros países com receio de ficar sem emprego aqui no Brasil. Mas a minha esperança é de que tudo volte ao normal o mais rápido possível para que todos nós possamos voltar a fazer o que amamos”.

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