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Futebol fantasma

Por Felipe Gustavo em 13/08/2019 11:11:05

Futebol fantasma

O futebol do Operário contra o Bragantino foi assombroso. Se é que existiu futebol por parte da equipe alvinegra. Erros de passe, marcação afrouxada, falta de aproximação entre os jogadores... itens que foram fundamentais para que o time mais uma vez sofresse quatro gols em uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro.

Cá entre nós que o goleiro André Luiz foi um dos principais personagens do Fantasma. Ou seja, poderia ter sido pior. Mais uma vez o problema da equipe não está na derrota em si (perder para o Bragantino fora de casa até seria normal), mas em como o revés ocorre.

Em Bragança Paulista, o Operário foi passivo. Assistiu ao jogo do adversário e não deu conta de acompanhar a movimentação constante do líder da Série B. Era um time desligado contra outro que tinha vontade de vencer e jogou, de fato, futebol. Deu no que deu.

O fato de estar desfalcado de algumas das principais peças pode servir como justificativa, mas constata que o elenco tem fraquezas. Na semana passada comentamos aqui que é possível sonhar com o G4, mas é necessário ter consistência e estabilidade. Algo que o Operário não teve em oito meses da temporada 2019 e ainda não dá perspectivas de que terá.

NÚMEROS E FATOS DEFENSIVOS

Neste momento o Operário tem a terceira pior defesa da Série B, com 20 gols sofridos em 15 partidas. Nem tudo é culpa apenas do setor de marcação em si. Uma boa parcela de responsabilidade está num sistema falho que não consegue reter a bola e criar perigo ao rival.

Em resumo: a equipe alvinegra troca quatro, cinco passes, erra e devolve a bola ao adversário. Dependendo do setor do gramado em que a falha ocorre, o oponente precisa de pouco esforço para estar atacando o Fantasma. Além disso, contra o Baragantino o Operário teve pouco combate; boa parte dos rebotes também ficavam com os paulistas.

Resta ao técnico Gerson Gusmão melhorar o posicionamento do time tanto defensivo quanto ofensivo. O Operário carece de aproximação para trabalhar a bola com tranquilidade e romper a marcação adversária. Ao mesmo tempo, resta torcer para que peças importantes do grupo (como Mailton, Jardel e Felipe Augusto) estejam logo 100%. Está evidente que a equipe é dependente das características deles.

Foto: Ari Ferreira/Bragantino

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Felipe Gustavo

FELIPE GUSTAVO

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha como assistente de produção na Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.

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