4-3-3 ou 4-4-2: quais as vantagens e desvantagens para o Operário?

4-3-3 ou 4-4-2: quais as vantagens e desvantagens para o Operário?

Se o OFEC atuasse com dois meias, Bustamante perderia vaga entre os titulares? - Foto: João Vitor Rezende

Uma das principais discussões que os torcedores levantam neste início de temporada do Operário Ferroviário está relacionado à parte tática da equipe. Muitos questionam se a formação com três atacantes é a ideal para o melhor desempenho do time. Diante desse cenário, levantamos hoje vantagens e desvantagem de cada formação. Ao mesmo tempo, apresentamos alternativas que são (ou poderiam ser) utilizadas pela comissão técnica alvinegra. O intuito aqui não é necessariamente falar o que é melhor ou pior, mas mostrar o que há de possibilidades dentro do atual elenco.

4-3-3: André Luiz; Savio (Pablo), Rafael Bonfim, Sosa e Danilo; Jardel, Regis Potiguar (Fabio ou Jimenez) e Tomas Bastos; Douglas Coutinho, Bustamante e Jefinho

Vantagens: É a formação com a qual o Operário tem o maior entrosamento neste momento do ano. Ela dá velocidade no campo ofensivo pelos lados e fortalece o embate 'um contra um' - característica de Coutinho e Bustamante. Também permite que esses dois jogadores troquem de lado de acordo com a postura do adversário. Os dois volantes podem garantir uma cobertura mais eficiente.

Desvantagens: O Operário passa a sentir falta de uma peça que auxilie na criação. Seja com Tomas Bastos ou Cleyton, o titular do meio necessita de uma aproximação de jogador com característica semelhante - algo que os atuais volantes ainda não conseguem executar com tanta eficácia. Apesar de ter entrado pelo lado do campo contra o Rio Branco, o fator de Cleyton ter um passe mais apurado ajudou no desempenho de Tomás Bastos e vice-versa.

4-4-2 (variação 4-2-2-2): André Luiz; Savio (Pablo), Rafael Bonfim, Sosa e Danilo; Jardel, Regis (Fabio ou Jimenez), Cleyton (Rafael Chorão) e Tomas Bastos; Douglas Coutinho e Jefinho

Vantagens: Não é uma formação tão desconhecida pelo Operário, que usou tática semelhante na Série B do ano passado. Ela amplia o preenchimento do meio-campo e adiciona uma peça de criação na zona central, o que permite passes de mais qualidade neste setor do gramado.

Desvantagens: O Operário perde opção de velocidade por um dos lados do campo e o 'mano a mano' fica enfraquecido. Por isso é necessário ter um passe qualificado. Do contrário, a jogada termina antes mesmo de chegar próxima da grande área. Se Douglas Coutinho atuar muito aberto, a equipe fica com opções reduzidas para finalização, necessitando de uma chegada mais forte dos meias na grande área.

4-4-2 (variação 4-3-1-2 - em losango): André Luiz; Savio (Pablo), Rafael Bonfim, Sosa e Danilo; Jimenez, Jardel, Regis Potiguar (Fabio) e Tomas Bastos; Douglas Coutinho e Jefinho

Vantagens: Garante uma proteção defensiva maior e, com bom condicionamento físico, uma recomposição eficiente no campo de defesa. Com bom posicionamento e polivalência dos volantes, a tática permite um apoio forte dos laterais pelos corredores.

Desvantagens: Se a memória não falha, é uma tática que nunca foi usada por Gersinho no Operário. Ela é mais semelhante ao que a equipe aplicou no Paranaense 2015. As jogadas individuais dos atacantes também são minimizadas. O 'um contra um' depende mais de um apoio muito eficiente dos dois laterais. Se os volantes não tiverem versatilidade para recomposição e apoio, não funciona.

4-5-1 (variação 4-1-4-1): André Luiz; Savio (Pablo), Rafael Bonfim, Sosa e Danilo; Jardel (Jimenez); Douglas Coutinho (Bustamante), Cleyton, Tomas Bastos e Aguada (Bustamante); Jefinho

Vantagens: É uma tática que fornece mais opçoes de criação no campo ofensivo e permite jogadas individuais pelas pontas dependendo das peças escaladas.

Desvantagens: O time perde opções de marcação e há muita exigência de que os pontas participem da recomposição na defesa, o que afasta jogadores ofensivos de perto da área do adversário. Se não houver aproximação com o único volante, a saída de bola fica comprometida. No início da pré-temporada, o técnico Gerson Gusmão até testou atuar com apenas um volante, mas a equipe não rendeu.

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Felipe Gustavo

Felipe Gustavo

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha na produção de conteúdo da Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.