Vitória da raça

Vitória da raça

Fora de casa e com um a menos, o Operário venceu o Remo pela Série B - Foto: Gabriel Thá/OFEC

Jogando com dez a partir dos 4 minutos do primeiro tempo, o Operário foi ao limite da superação para conseguir a vitória em Belém, contrariando todas expectativas pessimistas do torcedor.

O lance que permitiu a vantagem numérica do Remo demonstrou que o jogador Rafael Chorão não estava preparado para esse desafio, já que a falta foi violenta e poderia ter consequências mais sérias para o companheiro de profissão. Aliás, num comentário anterior, eu perguntava se Chorão era melhor do que o Tibagi, um jovem que espera uma oportunidade para mostrar o seu valor. Tento não é que acabou não fazendo falta para o restante da partida. Serviu apenas para aumentar o sacrifício dos demais integrantes da equipe numa temperatura que superava os 33 graus.

Nas entrevistas que antecederam ao jogo, o técnico Matheus Costa disse que iria cobrar do grupo uma melhor postura dentro de campo, não admitindo mais relaxamento daqueles que pensam que são craques e se negam a correr fora do limite. 

Reconhecer as suas atuais limitações, por diferentes motivos, seria a postura adequada para levar o Operário a conquistar um resultado reabilitador e fora dos padrões anteriores. O Remo também tinha ausências importantes, mas nunca na proporção do Fantasma, que viveu uma semana conturbada com a saída do seu artilheiro e a rasteira dada pelo Figueirense na conquista de um reforço que seria fundamental para o meio de campo. 

Tão importante quanto a soma dos três pontos foi a demonstração de garra de um time que precisava lavar a alma depois de alguns resultados que nem a comissão técnica conseguia admitir. Será preciso, entretanto, que a fase das contusões e contratações pela metade deixem de acontecer pelos lados de Vila Oficinas. 

Com os jogos que ainda restam e o resultado positivo fora de casa, o Operário ainda pode buscar a pontuação desejada para o primeiro turno, quando uma nova projeção de pontos poderá ser iniciada em busca do objetivo maior.

O campeonato da série B mostra uma fragilidade técnica muito séria e somente as equipes que atuarem com o espírito de luta demonstrado em Belém poderão almejar algo mais interessante no final das 38 rodadas. Sendo esta a terceira edição do Operário na série B, já estava na hora de entender que este é o caminho para o acesso. Futebol espetáculo nunca foi exigido pelo torcedor alvinegro. 

A segunda fase da disputa vai contar com a presença do VAR, instrumento que não vem sendo bem aproveitado na série A e que pode se transformar em outro pesadelo para as equipes da segundona. O problema não está no equipamento, com raras exceções, mas sim na incapacidade da maioria dos árbitros do Brasil.

E que venha o Botafogo do Rio, time que fez um amistoso com o Guarani em Paula Xavier no final dos anos 60 e que só teve um tempo. Uma chuva torrencial fez com que o árbitro Waldemar Nader encerrasse o confronto no intervalo, com a vantagem do time carioca por 1 a 0, com o ponteiro Rogério chutando a bola entre as pernas do saudoso Barbosinha. Agora, com certeza, a passagem do Glorioso por nossa cidade será bem diferente. Pelo menos é o que estamos esperando. 

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Altayr Bail

Altayr Bail

Altayr Bail é jornalista profissional, com registro número 507 na Delegacia Regional do Trabalho no Paraná, desde 27/03/1973, com atuação nos jornais Diário dos Campos, onde foi redator e editor responsável por 17 anos, Diário da Manhã e Jornal da Manhã. Foi criador e redator do Jornal do Empresário, da ACIPG, editor dos boletins do Guarani e América Pontagrossense. Também foi o editor de programas esportivos nas rádios Clube, Difusora, Central do Paraná, CBN e Lagoa Dourada. Como apresentador de programas esportivos atuou na TV Esplanada (hoje RPC) e  TV Educativa. Trabalhou na Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal e na Liga Desportiva de Ponta Grossa. Escreve às segundas-feiras no portal Net Esporte Clube.