Faltou apetite

Faltou apetite

Matheus Costa comandou o time em tarde de pouco futebol em Maringá - Foto: João Vitor Rezende/NEC

Foi ruim de ver. Depois de três jogos de evolução, o Operário Ferroviário deixou a desejar na partida contra o Maringá no sexto jogo das duas equipes no Campeonato Paranaense.

Entre os pontos que mais me desagradaram na atuação do Fantasma no Willie Davids, a saída de bola voltou a gerar preocupação. As ligações diretas foram frequentes e com muitos erros, entendo que por falta de movimentação dos jogadores da linha de frente do alvinegro e pela ausência de mais um jogador no meio-campo. Matheus Costa teve mais sucesso no período em que esteve a frente do Operário com três meio-campistas, tendo uma melhor recomposição e uma transição mais eficiente da defesa para o ataque.

Mirandinha e Robertinho deram trabalho aos laterais no segundo tempo, especialmente o primeiro, pela ala direita, fato que também pode ser relacionado com a falta de um jogador mais combativo no meio-campo. Além disso, a má atuação técnica dos jogadores de ataque contribuiu para um jogo insosso na Cidade Canção.

A (única) nota positiva da partida é a volta de Cleyton, após cumprir suspensão por doping, que foi produtivo no pouco tempo que teve de atuação.

Por fim, pontuo uma situação que já havia destacado no início do campeonato: tendo dois volantes oriundos da base no banco, o técnico do Operário optou por ter dois meias como titulares na função e colocando outro meia na segunda etapa. Em um jogo contra uma equipe que ainda não venceu na competição, talvez fosse uma boa partida para experimentar Tibagi ou Douglas Santos entre os titulares.

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João Vitor Rezende

João Vitor Rezende

Jornalista formado pela UEPG em 2017, foi repórter de Cotidiano e Esportes do Jornal da Manhã e acompanha o Operário desde 2016. Trabalhou na assessoria de imprensa do Keima Futsal e do Ponta Grossa Caramuru Vôlei. Trabalha como fotógrafo na AGIF. Escreve no Net Esporte Clube às terças-feiras.