No paranaense ‘eu quero ver, Fantasma jogar com raça para vencer’

No paranaense ‘eu quero ver, Fantasma jogar com raça para vencer’

Ricardo Bueno é uma das esperanças do Operário no Paranaense - Foto: João Vitor Rezende/Arquivo

Comemora, torcedor, voltaremos a ver nosso Fantasma em campo. Depois de pouco mais de um mês sem disputar partidas oficiais, o Operário volta a campo para o Paranaense. E quem diria, o torneio que por tantos anos foi o mais importante do nosso calendário, hoje é apenas a primeira competição da temporada. 

Apesar de ser a primeira, e provavelmente a menos relevante disputada pelo alvinegro em 2021, a conquista do estadual é muito valiosa para o torcedor operariano. Vale muito porque é o momento de disputar diretamente com o Trio de Ferro da capital uma competição onde entramos entre os favoritos, onde podemos mostrar que o interior tem futebol para fazer frente a eles. É, também, o momento do Operário mostrar que realmente chegou para ser uma das principais equipes do estado. 

Hoje, torcida e diretores colocam a equipe como a segunda ou terceira força no Paraná, dependendo do nível de otimismo de quem fala. Os rebaixamentos de Coritiba e Paraná e o recém acesso do Londrina, com um gol contra do Remo, contrastando com o bom fim de temporada do Fantasma, que quase alcançou o acesso à Série B, nos permitem essa discussão. 

Indiferente de qual a posição ocupada pela equipe de Vila Oficinas, o Operário tem investimentos, calendários e elencos superiores a mais da metade dos adversários da competição. Ainda assim, desde a conquista do Paranaense 2015, a equipe tem sofrido para fazer bons campeonatos.

Mesmo vencendo troféus a nível nacional em 2017 e 2018, dentro do estado o Fantasma tem sido insuficiente. Em 2016, amarguramos um rebaixamento, em 2017 um não acesso, 2019 veio a eliminação para o Toledo na Taça Sucupira e a não classificação para a segunda fase da Taça Dirceu Krüger, e 2020 trouxe a eliminação em casa, para o Cianorte, com a vantagem do empate. Exceto por 2015, o maior momento da história recendo do Fantasma foi o título da segundona do Paranaense em 2018.

Nessa temporada, o Paranaense chega a 107ª edição, sendo um dos torneios mais tradicionais do país. Por mais que o Atlhetico se mostre cada vez mais desinteressado na competição, colocando a equipe de aspirantes para jogar, que o Coritiba aponte que vai seguir pelo mesmo caminho, embora vá disputar a competição com uma equipe mista, e que o Paraná passe por todos os problemas que está passando, vencê-los e, por que não, conquistar títulos em cima deles é provar que buscamos outro patamar dentro do estado.

Como o amigo João Vitor Rezende bem falou em seu último texto, o Operário precisa se impor mais na competição, principalmente contra adversários de orçamentos menores. E mais do que só garantir a vaga na Copa do Brasil diretamente pelo estadual, o Fantasma precisa disputar o Paranaense querendo assombrar, com o plano de roubar a taça tão acostumada às salas de troféus de Coritiba e Athlético. Dia 28 começamos tudo de novo contra o recém promovido Azuriz, no Germano Krüger, que joguemos com raça para vencer, como canta a Trem Fantasma. Em busca do bicampeonato!

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Lucas Matos

Lucas Matos

Jornalista formado pela UEPG em 2014, foi fotógrafo e assessor de comunicação do Ponta Grossa Phantoms, além de Assessor de Imprensa do Conselho Regional de Educação Física. Atualmente é analista de comunicação.