'Não é por um 1º tempo ruim que está tudo errado', crava Gersinho

Treinador do Operário admite oscilação, mas exalta esforço final do elenco

'Não é por um 1º tempo ruim que está tudo errado', crava Gersinho

Gersinho usou esquema inédito com três zagueiros no segundo tempo do empate - Imagem: Reprodução

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O técnico Gerson Gusmão comemorou o empate de 1 a 1 com o América Mineiro, conquistado em Belo Horizonte pela terceira rodada da Série B do Brasileiro. Após a partida com gol alvinegro nos acréscimos, o comandante avaliou o desempenho da equipe nos dois tempos, a formação com três zagueiros, refutou a invencibilidade como meta e comentou sobre o próximo adversário da competição. Confira!

POSTURA DO AMÉRICA

"Importante pontuar numa competição difícil. Sabíamos que o América viria para cima. Eles vieram muito forte no primeiro tempo, conseguiram nos envolver e tivemos muitas dificuldades. A gente não conseguiu encaixar a marcação e a saída de bola".

2º TEMPO COM TRÊS ZAGUEIROS

"No segundo tempo a gente melhorou um pouco a partir da entrada do Reniê. Uma situação que já havíamos treinado em outras oportunidades para utilizar em algum momento. Deixei claro para os jogadores antes da partida que alguma hora poderíamos usar essa formação e hoje era o momento. O Mazinho estava sobrecarregado, com desgaste do jogo passado e precisávamos ter uma saída pelos lados. Então, ao invés de colocar um volante descansado no lugar do Mazinho, optamos por um terceiro zagueiro, adiantando os laterais e usando os corredores para ter essa profundidade. Colocamos um jogador de área [Schumacher] também para buscar essa bola por cima. Felizmente deu certo".

BUSTAMANTE COMO ALA?

"A gente demorou um pouquinho em algumas jogadas. O Julinho estava se apresentando bem. O Sávio também, mas sentiu o ritmo e a intensidade do jogo. Optamos então por colocar o Hector [Bustamante] para fazer aquela função pelo lado. Entendemos que era a melhor situação para o jogo e que estava se desenhando usar esses corredores para a bola chegar na área".   

OSCILAÇÃO

"Nem sempre você vai conseguir manter um padrão de jogo, uma regularidade. A gente sabe que em algum momento da competição algo assim vai acontecer. Tivemos hoje o terceiro jogo em uma semana e a nossa equipe é técnica. Então, quando você não está no seu melhor físico, sente mais as movimentações do adversário e o encaixe da marcação. Aí você começa a correr errado e o desgaste é dobrado. Isso ficou vísivel no primeiro tempo. Realmente ficou abaixo daquilo que realizamos nos outros dois jogos".

TRANQUILIDADE PARA A SUPERAÇÃO

"Temos que ter tranquilidade, corrijir as coisas que não aconteceram e entender a razão de não terem acontecido. Também precisamos lembrar que do outro lado enfrentamos uma equipe muito bem organizada e que tem uma dinâmica de jogo muito forte. O Juninho [volante do América] era uma das nossas preocupações. Foi alertada a movimentação dele e que é um jogador que se projeta dentro da área pelo lado direito. Tomamos o gol em uma situação desenhada e que pedimos para ser marcada. Mas não é por um primeiro tempo ruim que vamos achar que está tudo errado. No segundo tempo, por exemplo, eles não suportaram. Aquilo que a gente sentiu no primeiro tempo, eles sentiram na parte final do jogo".

RESULTADO CAIU DO CÉU?

"Eu discordo que o resultado caiu do céu. Nós buscamos esse resultado. Os atletas se esforçaram muito para chegarmos a esse gol na parte final do jogo. Então foi mérito deles de buscarem e acreditarem".

INVENCIBILIDADE

"Não é uma preocupação que a gente tem de manter a invencibilidade. Sabemos que numa competição como essa não vamos conseguir manter por muito tempo. Em algum momento vai acontecer uma derrota. A gente só fica feliz por manter uma regularidade no início da competição, pois é algo que dá confiança para os atletas".

PRÓXIMO ADVERSÁRIO: O CSA

"Quanto ao CSA, acompanhamos o primeiro jogo deles. É uma equipe de qualidade. Eles não tiveram essa sequência de viagens e vão para Ponta Grossa certamente buscar o resultado positivo. Então vamos estudar bem, pensar exclusivamente no CSA. Vamos colocar em campo aqueles atletas que possam atender a exigência do jogo. Temos que reavaliar a questão física dos atletas assim que chegarmos em Ponta Grossa".

VAI TER JOGO?

"Apesar do CSA ter ficado sem alguns atletas, acredito que a CBF deva liberar os jogadores que testaram positivo lá no começo do campeonato. Do contrário, não vai ter jogo".

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