Gersinho avalia jogo contra o Atlético-GO: “O campeonato não acabou ainda"

Treinador alvinegro falou sobre a partida e o apoio da torcida ao volante Índio

Gersinho avalia jogo contra o Atlético-GO: “O campeonato não acabou ainda

Gerson Gusmão garantiu confiança em Índio após a partida: "Tem o nosso apoio total" - Foto: João Vitor Rezende

Após o empate contra o Atlético-GO, o técnico Gerson Gusmão concedeu entrevista coletiva no Estádio Germano Krüger e analisou o rendimento do Operário Ferroviário na partida. O treinador avaliou de maneira negativa o primeiro tempo de sua equipe, destacou o apoio da torcida ao volante Índio no final do jogo e também registrou seu descontentamento com a arbitragem. Confira os principais destaques:

ANÁLISE GERAL
“Sabíamos que o jogo seria difícil. É uma grande equipe, não é a toa que está em grande parte da competição entre as melhores. Fizemos um primeiro tempo abaixo, muitos erros de passe, condução de bola, bola perdida e as coisas começaram a ficar mais difíceis. No segundo tempo melhoramos nesse aspecto, começamos a errar menos, melhoramos nesse aspecto. Saímos atrás no marcador, tendo que tentar reverter a situação contra uma equipe que se fechou e explorou os contra-ataques. Infelizmente não conseguimos fazer o gol mais cedo, talvez teríamos inflamado mais o jogo”.

ARBITRAGEM
“Não conseguimos ter muitas situações de gol no primeiro tempo, mas algumas que a gente poderia ter a arbitragem interferiu muito. Uma falta que o bandeira deu na minha frente e que não foi nada, em que o nosso jogador ia ficar de frente pro goleiro, como o jogador deles ficou na hora do gol. Claro que não justifica nosso desempenho, mas foi uma situação clara de gol, além de outros impedimentos, um claríssimo que não estava e o bandeira marcou. Em algum momento o Operário poderia sofrer por não ter uma camisa tão pesada a nível nacional, e a gente sofreu. Mesmo jogando mal, tivemos dois lances cruciais que poderíamos ter saído na frente”.

VEJA MAIS
Confira os melhores momentos do empate entre Operário e Atlético-GO

ERROS DE PASSE
“As duas equipes tiveram um índice grande de erros de passe. O jogo ficou muito acelerado pelas duas equipes no primeiro tempo, foi muito corrido e aí tende a diminuir a precisão dos passes. Estávamos tentando chegar na velocidade, na bola longa, e eles estavam chegando na nossa área. O jogo ficou mais veloz, com menos espaços e aumentou o número de erros”.

ÍNDIO
“O Índio é um grande jogador, ajudou a construir a história do Operário. Não vai ser um erro que vai marcar ele. Quando a gente ganha, em muitos jogos ele foi importante para a vitória. Hoje ele não fez um jogo ruim e ele teve a personalidade depois de erro para buscar o jogo, interceptou várias jogadas de contra-ataque na força, na vontade, talvez outro jogador tivesse se abatido mais. Tem o nosso apoio total e foi importante receber esse apoio do pessoal no Sócio Ouro, alguns começaram a vaiar mas a grande maioria aplaudiu ele e reconhece isso. Não é quando acontece um erro que o jogador não presta mais, isso tem que acabar no futebol. Temos que aprender a valorizar as pessoas que vestem a camisa”.

“O campeonato não acabou ainda, o torcedor pode ter certeza disso. Vamos brigar no próximo jogo para buscar a vitória e a gente vai vender muito caro cada ponto até o fim da competição”.

CRUZAMENTOS
“O Atlético-GO é uma equipe com uma alta estatura, com atletas bons nas bolas defensivas, fizeram a compactação e sobrou pouco espaço. O meio estava fechado, tava difícil de jogar. Jardel não conseguiu ter a saída de bola que já teve, Índio com dificuldade, Marcelo conseguiu articular mais no segundo tempo, a entrada do Jean por dentro foi com essa ideia de trabalhar mais com a bola no pé, ter movimentação e mexer com o setor deles que estava bem fechada. A partir da metade do segundo tempo, coloquei o Schumacher porque o jogo estava se desenhando dessa maneira, com a bola longa, quase fez um gol mas foi interceptado”.

Compartilhe essa notícia com seus amigos!