Operário vai negociar porcentagem de redução de salários dos jogadores

Presidente do Grupo Gestor do Operário diz que redução é inevitável

Operário vai negociar porcentagem de redução de salários dos jogadores

Atletas do Operário não treinam em campo desde o dia 17 de março - Foto: João Vitor Rezende

Depois das férias coletivas em abril, jogadores do Operário Ferroviário devem ter o salário reduzido a partir do mês de maio. Os atletas não treinam com a comissão técnica desde o dia 17 de março. Segundo o presidente do Grupo Gestor do Operário, Álvaro Góes, a diretoria ainda vai sentar e conversar com o elenco, mas deve ser estipulada uma porcentagem de redução igual para todos os atletas. "Não tem como não diminuir", ressalta Álvaro. 

Em nota conjunta divulgada pelos clubes da Série B 2020 antes das férias coletivas, estava definido que se mantendo o cenário de paralisação após o período de férias, os times estariam autorizados a aplicar a redução de 25% da remuneração de todos os atletas, membros da comissão técnica e funcionários, por se tratar de um caso de força maior. O presidente do OFEC disse ainda estar indefinida a taxa de redução no caso do alvinegro. 

O Operário conta hoje com 12 profissionais entre comando técnico, preparação física e departamento médico que são fixos no dia a dia - sem contar com nutricionista e psicólogo, por exemplo. São 27 atletas que permaneceram dos que jogaram a primeira fase do Campeonato Paranaense, além dos emprestados, Robinho e Jean Carlo. Só em março, o clube revelou ter perdido 40% da receita habitual por patrocinadores que suspenderam contratos e queda de 120 mil reais nos lucros do sócio-torcedor.

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) e os clubes paranaenses ainda não tem previsão de retorno aos jogos oficiais. O presidente Álvaro Góes, apesar de ter manifestado o desejo de que o elenco voltasse aos treinos, disse que a indicação do médico do clube prevalece neste momento. 

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