Gerson Gusmão ameniza perdas no elenco para o mata-mata do Paranaense

Três atletas tiveram seus contratos expirados durante a pausa pela pandemia

Gerson Gusmão ameniza perdas no elenco para o mata-mata do Paranaense

O zagueiro Douglas Nascimento (foto) é um dos atletas que deixaram o Operário - Foto: João Vitor Rezende

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Para a fase final do Campeonato Paranaense, o Operário Ferroviário não terá três atletas que disputaram as 11 primeiras rodadas da competição. O zagueiro Douglas Nascimento, o lateral-direito Pablo e o atacante Bruno Batata tiveram seus vínculos expirados em abril e foram liberados pelo Fantasma. Mesmo perdendo dois defensores, o técnico Gerson Gusmão amenizou o prejuízo pelas saídas.

Segundo o técnico, a opção pela não permanência dos jogadores foi uma necessidade para diminuir gastos no período da pausa: “São atletas que terminaram o vínculo no final de abril e pela indefinição do calendário o clube teria que desonerar sua folha, tanto é que houve uma redução salarial em todos os funcionários e atletas. A partir do momento que a gente não sabia quanto tempo isso poderia durar, o clube entendeu que não haveria problema em uma retomada”, analisa.

Gersinho ainda reforçou que alguns jogadores podem suprir as lacunas, atuando em mais de uma posição nessas partidas. “Temos jogadores pra suprir as posições, o Fábio eventualmente pode jogar na lateral-direita, o Peixoto pode jogar de zagueiro, temos o Zemarcio que é o terceiro zagueiro do grupo e sabemos que se precisarmos ele estará preparado, por isso não vejo muito problema. Era uma medida que precisávamos tomar e como aqui sempre conversamos sobre as situações, tomamos essa decisão em conjunto com a diretoria”, explica.

Os oito clubes não poderão registrar novos atletas para a competição, como é o caso do meia Thomaz, contratado pelo Fantasma durante a pausa. A janela para novas inscrições foi encerrada na sétima rodada da primeira fase do Estadual.

ESFORÇO EM VÃO?
Entre as oito equipes que disputarão as quartas de final, quatro terão apenas dois jogos – que poderão ser disputados na mesma semana. Para Rio Branco e Cianorte, a eliminação representará o encerramento das atividades no ano, com apenas treze partidas disputadas na temporada. Mesmo com a incerteza em relação ao calendário nacional para os demais times, Gersinho afirma que a situação atual é “atípica” por conta da pausa pela pandemia e que não iria se opor em uma situação extrema, caso o campeonato não possa ser finalizado.

“Os clubes podem acabar tendo que se preparar e depois de dois jogos não ter mais o que fazer. Infelizmente é uma situação atípica e que pegou todo mundo de surpresa. Acho que a Federação está fazendo de tudo pra terminar a competição da maneira que ficou definida no seu arbitral. Vejo que por isso o Paraná seria um dos poucos estados que até poderia já ter terminado a competição, por ter definido os rebaixados, não seria de todo errado dentro de uma necessidade extrema”, analisa o comandante alvinegro.

A partir da retomada dos jogos, Gerson entende que os esforços devem ser destinados para diminuir os prejuízos aos clubes. “Como a Federação quer terminar a competição e acho que é o certo, vamos procurar fazer nosso melhor pra poder buscar nossos objetivos. Esperamos que nenhuma equipe seja tão prejudicada ou mais do que já foi com essa paralisação, muitas equipes precisam da renda da bilheteria pra honrar seus compromissos e sem público a situação é difícil. Mas vejo que foi um fator atípico e a gente espera concluir o campeonato da maneira mais correta possível, e claro, minimizando ao máximo a perda de receita dos clubes”, finaliza.

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