Jornalista descobre câncer e cria blog para informar sobre a doença

Bárbara tem 22 anos e descobriu a doença na mama na semana da formatura

Jornalista descobre câncer e cria blog para informar sobre a doença

Bárbara Popadiuk está fazendo o tratamento de câncer de mama há dois meses - Foto: Arquivo Pessoal

Bárbara Popadiuk, de 22 anos, descobriu na semana da formatura em jornalismo que estava com câncer de mama. Sempre foi muito ativa, participava de corridas, fazia dança, tinha alimentação saudável.

A jornalista conta que o processo até descobrir que estava com câncer foi de em torno de um mês. “Eu não tinha nenhum sintoma, não tinha histórico na família, não bebo, sou nova. Nenhuma característica do câncer se encaixava em mim, eu só estava sentindo algo no meu peito. Fiz a autópsia e o resultado foi positivo para câncer”.

Bárbara está fazendo o tratamento para o câncer há dois meses enquanto o mundo vive a pandemia do Covid-19. A vida da jornalista já estava mudada por conta da quarentena, quando ela descobriu o câncer, o isolamento ficou mais rígido.

“O que eu mais sinto falta é o contato com as pessoas, o carinho, abraço das pessoas. Meu pai quando chega em casa, se mantém afastado, porque ele trabalha fora. Com minha mãe é a mesma coisa. Minha irmã trabalha na Saúde, então o cuidado é maior”, explica a jornalista.

Além do Câncer

Uma das formas que a Bárbara descobriu para contar a história e o processo com a doença foi a criação do instagram e blog “Além do Câncer”, usados para publicação de textos sobre o estágio do tratamento.

Bárbara conta que assistir ou ler conteúdo de pessoas que estão com câncer de mama ajuda a não se sentir sozinha e é por isso que ela criou o Além do Câncer. “Desde que eu descobri que estava com câncer eu comecei a procurar mulheres que estavam na mesma situação que eu, ou que tinham outro tipo de câncer, para saber a rotina delas. Isso me ajudou bastante”, conta. 

De acordo com a jornalista, o Além do Câncer é um espaço para contar o que está acontecendo com ela, com o intuito de ajudar as mulheres que podem estar passando pela mesma situação, assim como para informar familiares. “Eu queria um espaço que fosse real, que falasse coisas reais. De como algumas coisas são muito tristes, muito pesadas, mas que tem algumas coisas que dá pra viver. Eu quero ter um espaço em que as pessoas possam procurar o que estão sentindo ou para me perguntarem sobre coisas pra eu responder” explica. 

Bárbara conta que é importante compartilhar a experiência, pois apesar dos médicos entenderam como a doença funciona, os aprendizados pessoais no dia-a-dia são fundamentais para a evolução do tratamento. “Os médicos às vezes não conseguem dar pra gente tudo o que a gente precisa. Tem coisas que só sentimos quando a gente vive e que estão além do que os médicos podem falar. Apesar deles saberem o que nós passamos, é a gente que passa de fato”, explica a jornalista. 

Para acompanhar a trajetória da Bárbara você pode acessar o site do NEC, no instagram Além do Câncer e no blog Além do Câncer no Medium.

Serviço:
Instagram: @alem.docancer
Blog: Além do Câncer

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