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Mulheres buscam técnicas de defesa pessoal frente à onda de violência de gênero

Fernanda pratica o Karatê há mais de vinte anos e já competiu profissionalmente, ela oferece uma trabalho de defesa pessoal para mulheres

Por: Julio César Prado, com supervisão em 27/08/2019 09:15:57 atualizado em 27/08/2019 09:15:59

Mulheres buscam técnicas de defesa pessoal frente à onda de violência de gênero

A professora de Karatê, Fernanda Carreiro, responsável pelas aulas especiais de defesa pessoal para mulheres em Ponta Grossa – Foto: Divulgação

Mulheres buscam técnicas de defesa pessoal frente à onda de violência de gênero
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O último levantamento do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), de janeiro a julho de 2018, revela que o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, registrou 27 casos de feminicídios, 51 homicídios, 547 tentativas de feminicídios e 118 tentativas de homicídios. No mesmo período, o atendimento registrou  79.661 relatos de violência, sendo os maiores números referentes à violência física (37.396) e violência psicológica (26.527). Entre os casos de violência, 63.116 foram classificados como violência doméstica. 

Como alternativa de defesa pessoal, algumas mulheres têm procurado ajuda nas artes marciais como forma de proteção. Fernanda Carreiro de Oliveira, 28, trabalha em Ponta Grossa com defesa pessoal para mulheres através do Karatê. Ela já atuou profissionalmente pela seleção paranaense e integrou a seleção brasileira ano passado no pan-americano de Karatê, realizado em Curitiba. Fernanda entende que a técnica do karatê pode auxiliar a mulher como um instrumento de defesa pessoal.

"A defesa pessoal pode auxiliar não só na parte física, mas no cotidiano das mulheres que podem ter um tempinho para cuidar delas e se sentir protegidas de alguma forma, já que vivemos com muita violência”. 

A delegada da Delegacia da Mulher em Ponta Grossa, Claudia Krüger, comenta que é preciso ter cuidado no que diz respeito à defesa pessoal da mulher. Ela acredita que técnicas de defesa pessoal não são o melhor instrumento de prevenção e auxílio para as mulheres, apesar de reconhecer a importância do trabalho desenvolvido por Fernanda. 
 
"Todo instrumento de combate a violência é positivo, mas nas situações de violência doméstica ou não, sem dúvida, a principal defesa é procurar as autoridades e denunciar. É válido ter o conhecimento para desviar de um golpe, mas todo agressor tem que ser punido judicialmente, portanto, o aconselhável é não reagir".
 
Ponta Grossa tem a Delegacia da Mulher que presta atendimento as mulheres que sofrem algum tipo de ameaça, física ou psicológica. A delegacia oferece ajuda as mulheres que correm algum risco no âmbito domiciliar. No ano passado, cerca de dois mil atendimentos foram feitos, neste ano, a previsão da instituição é que o número aumente. 
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