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Atletas e membros da comissão técnica do Caramuru protestam em redes sociais

Carta de repúdio fala em atrasos salariais de cerca de 5 meses

Por: Raylane Martins em 19/08/2019 14:17:20 atualizado em 19/08/2019 14:23:15

Atletas e membros da comissão técnica do Caramuru protestam em redes sociais

Na temporada 2018/2019, o Caramuru Vôlei disputou a Superliga Cimed - Foto: José Tramontin

Atletas e membros da comissão técnica do Caramuru protestam em redes sociais
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Jogadores e membros da comissão técnica do Caramuru Vôlei na temporada 2018/2019 publicaram, neste final de semana, em suas redes sociais, uma carta de repúdio à Associação. Segundo o documento, integrantes do time ficaram cerca de cinco meses sem receber e, até o momento, nenhuma satisfação foi dada. 

O clube fez um termo de confissão de dívida ao fim do campeonato mas nem todos os atletas tiveram em mãos esse documento assinado pelos representantes. Sem receber o valor correspondente a quase metade do contrato, atletas e membros da comissão técnica tentaram procurar os dirigentes, mas não obtiveram retorno. 

“Estamos aqui para demonstrar nossa indignação perante tudo que aconteceu, uma vez que cumprimos com muito profissionalismo todas as nossas obrigações como atleta e comissão, levando o nome do clube durante toda a temporada, permitindo à Associação negociar e receber todos os valores e verbas de patrocínio”, declara a nota. 

Como forma de protesto, esses atletas não assinaram o termo de regularidade financeira da Confederação Brasileira de Vôlei, obrigatório para a participação do time na Superliga B 2019/2020. Entretanto, a participação da equipe na Superliga C teria sido confirmada, o que colaborou para aumentar ainda mais a indignação dos atletas que estão sem respostas sobre o retorno financeiro. 

“A CBV é o único órgão que poderia condenar e coibir essa prática e forçar a equipe a cumprir com o pagamento dos atletas, sob pena de negar a inscrição da equipe devedora em qualquer competição organizará por ela e assim colaborar com a evolução e profissionalismo do voleibol”, finaliza o documento. 

O QUE DIZ A DIRETORIA

Segundo o coordenador geral da Associação Caramuru Vôlei, Fábio Sampaio, a instituição reconhece a obrigação de pagar os salários. A decisão de jogar a Superliga C, mesmo com orçamento modesto, teria sido justamente para ter um produto, arrecadar fundos e quitar as dívidas.

"A nota é verdadeira, nós respeitamos os direitos dos atletas e somos testemunha da entrega deles, do profissionalismo enquanto estiveram no Caramuru e do direito que eles têm de receber por isso", crava. "O Caramuru reforça sua responsabilidade em pagá-los, reforça sua honestidade, sua luta diária e o respeito por todos esses colaboradores que aqui estiveram. Evidente que não vamos conseguir fazer isso da noite por dia, precisaremos de tempo", afirma o coordenador.

Segundo Fábio, o Caramuru teve sua imagem ferida no protesto dos atletas. "É justo para eles, são pais de família, isso é fato - mas o Caramuru, em tentativa de se levantar para pagá-los, está sendo prejudicado pelo próprio manifesto. Fica um pouco mais difícil conseguir pessoas que venham junto em meio a tanta negatividade. Mas o Caramuru está em busca da iniciativa privada e em um médio espaço de tempo vamos sair com a solução para todos esses problemas e enfim começar a vida zerado", garante. 

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