Carlos Garletti, atleta de PG, comenta o adiamento das Olimpíadas

O Comitê Olímpico não divulgou uma nova data para os Jogos acontecerem

Carlos Garletti, atleta de PG, comenta o adiamento das Olimpíadas

Para ele 2 questões são essenciais para o adiamento, a saúde e a preparação -Foto:Guilherme Taboadal/CPB

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As Olimpíadas e as Paraolimpíadas de Tóquio 2020 foram adiadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), na terça-feira (24), por causa do coronavírus. A decisão foi tomada para resguardar a segurança dos atletas, técnicos e todos que participariam direta ou indiretamente na competição. A nota oficial não informa a possível nova data, mas diz que deverá acontecer no verão e 2021.  

O ponta-grossense Carlos Garletti é atleta de tiro esportivo, já esteve em três Paralimpíadas e foi vice-campeão panamericano na categoria SH1 em 50 metros em 2019, em Lima, no Peru. Para ele o adiamento foi uma decisão acertada.  

“Foi a decisão mais acertada mesmo. E eles fizeram uma coisa muito inteligente, que foi não colocar uma data fixa, porque eles têm que ver como vai ser daqui pra frente a ação da saúde mundial para poder fazer isso de uma forma segura e eficaz para que todas as pessoas possam participar”, explica Garletti.

A previsão para esta 32ª edição era de que 11 mil atletas, de 204 países, disputassem os Jogos, distribuídos em 33 esportes. O COI e o Comitê Organizador de Japão tinham estimado que as provas recebessem até cinco milhões de espectadores do mundo todo, nos 43 locais de disputa.  

“Temos que pensar em duas coisas principais, os jogos olímpicos e paraolímpicos são os maiores jogos das modalidades no ambiente mundial, então primeiro você tem que pensar na questão da preparação, tem muitas pessoas que não estão conseguindo fazer esse treinamento de uma forma correta, pois muitas academias estão fechadas e muitos centros de treinamentos paralisados, isso seria injusto, pois não seriam os melhores atletas chegando nas melhores condições lá. A segunda questão é de saúde, você não pode expor os atletas, independente do estado de saúde que eles têm, nós temos outras pessoas que estariam indo junto lá, para suporte dos atletas, técnicos, familiares, isso restringiria muito e poderia causar um problema de saúde muito grave”, completa.  

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