O laboratório de Matheus Costa no Paranaense

O laboratório de Matheus Costa no Paranaense

Schumacher (amarelo) e Ricardo Bueno disputam vaga no ataque - Foto: André Jonsson/Operário

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Dentro de duas semanas começa o Campeonato Paranaense (ainda que a gente não saiba onde ver, se é que vamos ver alguma coisa) com o Operário Ferroviário estreando diante do caçula Azuriz, de Pato Branco. Se tivermos a oportunidade de encontrar alguma transmissão, será a oportunidade de vermos como está se formando o elenco alvinegro para a temporada deste ano. 

Matheus Costa foi mantido, assim como boa parte da base que conseguiu dar o sprint final na Série B nacional, sendo as permanências as mais celebradas Ricardo Bueno e Rafael Oller. Bueno é artilheiro, aparentemente tem a cancha de ser o líder do elenco e meteu gol adoidado desde que chegou. Se manter esse pique pode se firmar como o fazedor de gols que o Fantasma tanto procurou nos últimos anos. 

Mas, para mim, é Oller quem vejo como o principal trunfo na manutenção da base do elenco de 2020. Ousado, rápido, sem medo do drible nem das canelas adversárias, o meia-atacante é o desafogo ofensivo, aquele “bola nele que ele resolve” que qualquer esquadra competitiva precisa. Se conseguir manter esse nível, e mais, se o Operário bancar as eventuais ofertas da Série A, nosso Maradoller vira referência criativa da equipe. 

Simão voltou, tal qual aquele parente que foi tentar a vida no estrangeiro e é recebido de volta com todo o carinho e afeto, devendo ser o camisa 1. Se não tiver problemas de lesão deverá ser o titular e uma preocupação a menos em um setor que na temporada passada oscilou entre Thiago Braga e Martín Rodriguez. 

Ainda faltam laterais, um zagueiro para fazer companhia a Bonfim (outro acerto em ser mantido), mas em minha opinião, falta sobretudo um volante, aquele de contenção. Pela proposta de jogo de Matheus Costa, vejo como essencial ter um cão de guarda um pouco à frente da zaga, um primeiro volante que faça o serviço mais sujo, arranque uns tufos de gramado, dê eventuais leais pontapés e limpe a barra para o meio campo ter tranquilidade para criar. Pedro Ken não me parece o mais adequado para esta tarefa, Leandro Vilela não demonstrou ter desse perfil.

Matheus Costa já deu a entender que deve usar o Paranaense como um laboratório para a Série B, e se conseguir manter o pique da reta final da Segundona, dá para a gente pensar em algo maior para esse Estadual. E se tudo correr bem, devemos ter um elenco azeitado para um Nacional que pinta como osso duro esse ano.

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Jeferson Augusto

Jeferson Augusto

Jeferson Augusto é jornalista, formado pela UEPG, com mais de 15 anos de profissão. Foi repórter de Esportes por cinco anos no Diário dos Campos, além de ter atuado nas editorias de Cidades e Política. Foi chefe de Redação do mesmo jornal e hoje é assessor de comunicação da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG). Acredita fielmente que futebol é mais do que um jogo, é uma das poucas coisas que reúne todas as sensações humanas em um curto espaço de tempo. Escreve sempre aos domingos.