Na Série B se oscila da glória ao fracasso em um par de dias

Na Série B se oscila da glória ao fracasso em um par de dias

Jeferson Augusto, colunista NEC

Nada como uma rodada após a outra para escancarar a realidade da Série B. Depois de uma efusiva estreia onde se cantou todas as virtudes do Operário, a torcida alvinegra foi encharcada com uma ducha gelada em forma de goleada acachapante por 5 a 2 para o Guarani, em uma noite de futebol digna de esquecimento. 

Volto a frisar: a Série B é uma longa jornada de oscilação. A Segunda Divisão Nacional é uma fascinante e ameaçadora montanha-russa do Parque Tupã, com provocantes e perigosos altos e baixos. Sai-se da glória de vitórias convincentes a fiascos de goleadas vergonhosas em um par de dias. Em um piscar de olhos se alterna entre o sonho de subir com a ameaça de cair, com risco fácil de permanecer no meio da tabela coadjuvante. Tudo com dificuldades e facilidades que só a Série B proporciona. 

É preciso estar atento a todas estas probabilidades, há de se preparar para variar entre a empolgação e a cautela, sempre sem desconsiderar os riscos oferecidos pelo campeonato mais equilibrado deste país. É preciso saber jogar a Série B e se adequar aos passos da dança esquizofrênica desta disputa. 

No mais, é de certa forma reconfortante ser recolocado à posição de alerta. Soberba nunca combinou com os ares de Vila Oficinas. Depois de uma vitória mais que convincente diante de uma das camisas mais pesadas do futebol brasileiro, não poderia se acomodar no papel de favorito, traje que nunca se vestiu confortável pelas bandas do Germano Krüger. 

É bom que o sinal de alerta tenha soado e que as atenções sejam redobradas para o próximo confronto mais importante do calendário operariano no momento: a primeira partida das semifinais do Paranaense, um clássico sempre perigoso contra o Londrina. Não seria nada bom entrar em campo com uma falsa sensação de superioridade e conforto, diante de um jogo tão decisivo. 

Em uma temporada com tantos altos e baixos que se prevê, que a oscilação positiva seja nas semifinais do Paranaense.

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Jeferson Augusto

Jeferson Augusto

Jeferson Augusto é jornalista, formado pela UEPG, com mais de 15 anos de profissão. Foi repórter de Esportes por cinco anos no Diário dos Campos, além de ter atuado nas editorias de Cidades e Política. Foi chefe de Redação do mesmo jornal e hoje é assessor de comunicação da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG). Acredita fielmente que futebol é mais do que um jogo, é uma das poucas coisas que reúne todas as sensações humanas em um curto espaço de tempo. Escreve sempre aos domingos.

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