Por que jogar a Copa do Brasil no atual momento da pandemia?

Por que jogar a Copa do Brasil no atual momento da pandemia?

Thomaz carrega a bola em jogo do Operário Ferroviário - Foto: João Vitor Rezende

O mundo ideal prevê vacinação universal. O mundo ideal prevê, em caso de falta de vacina, uma restrição considerável da locomoção. Porém, estamos no Brasil e qualquer cenário otimista é improvável.

Analisando a nossa realidade, é impensável que o futebol brasileiro abra mão das datas que já são escassas por um calendário espremido pela reta final do ano de 2020. Partindo desse pressuposto, a fase inicial da Copa do Brasil, que começa a ser disputada nesta terça-feira (9) poderia ser suspensa por um simples motivo: os grandes deslocamentos das equipes por todo o Brasil.

O primeiro jogo da competição é um grande exemplo disso. Para chegar em Rio Brilhante (MS), o Vitória (BA) terá que percorrer uma distância de 2,6 mil quilômetros para o confronto contra o Águia Negra. No dia seguinte, o Paysandu jogará em um estádio 3,1 mil quilômetros longe de Belém (PA) para enfrentar o Madureira (RJ).

No dia 17, o Operário enfrentará o Juventude Samas no estádio Pinheirão em São Mateus do Maranhão (MA). O Fantasma terá que percorrer 2,9 mil quilômetros para disputar uma vaga na segunda fase da Copa do Brasil e, provavelmente, entre dois jogos no Campeonato Paranaense na agenda, o que dificultará a logística do clube. Apenas uma das 40 partidas da fase inicial será disputada entre equipes do mesmo estado - Cianorte e Paraná Clube se enfrentam nesta quarta-feira (10) no Albino Turbay.   

Com um cenário grave da pandemia em todo o território nacional, me parece arriscado colocar 40 times (os visitantes dos 40 jogos da primeira fase) com delegações de, pelo menos, 25 pessoas em grandes viagens, a maioria delas com distância de 2 mil quilômetros. Qual a solução? Postergar as datas dos jogos da primeira fase e cobri-las com jogos dos campeonatos estaduais.

O futebol brasileiro poderia tomar uma atitude consciente e inteligente no remanejamento de seu calendário. Reduzir o número de pessoas na estrada no atual momento da pandemia é reduzir riscos para todos.

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João Vitor Rezende

João Vitor Rezende

Jornalista formado pela UEPG em 2017, foi repórter de Cotidiano e Esportes do Jornal da Manhã e acompanha o Operário desde 2016. Trabalhou na assessoria de imprensa do Keima Futsal e do Ponta Grossa Caramuru Vôlei. Trabalha como fotógrafo na AGIF. Escreve no Net Esporte Clube às terças-feiras.

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