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Com folha salarial enxuta, Operário sofre com a concorrência no mercado da bola

Grupo Gestor terá que melhorar salários para adequar-se à Série B de 2020

Por: Raylane Martins em 30/11/2019 10:00:00

Com folha salarial enxuta, Operário sofre com a concorrência no mercado da bola

Equipes iniciam corrida por peças para o início da temporada 2020; pré-temporada do OFEC começa em 26 de dezembro - Foto: João Vitor Rezende

Com folha salarial enxuta, Operário sofre com a concorrência no mercado da bola
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O Operário Ferroviário encerra a participação no Campeonato Brasileiro da Série B de 2019 neste sábado (30), às 16h30, contra o Figueirense. Sem mais chances de acesso, a diretoria do Operário já deu início à negociações para definir contratações, renovações e dispensas de jogadores. Segundo o técnico Gerson Gusmão, conversas com atletas de outros clubes mostraram ao Operário que o ‘patamar’ salarial foi e está maior do se esperava. 

“Os atletas que se destacaram e que estamos tentando trazer estão totalmente fora da realidade do Operário, uma coisa surreal. Tínhamos uma ideia, mas agora vimos realmente onde o Operário estava inserido”, afirma o técnico Gerson Gusmão. “A gente contata alguns jogadores e se assusta não com o que estão pedindo, que é mais ainda, mas com o que já ganhavam nos seus clubes”, ressalta. 

Para montar uma equipe competitiva, o clube precisará investir mais na folha salarial em 2020. Atletas trazidos pelo Fantasma nesta temporada, mesmo que por empréstimo, estão sendo visados e recebendo propostas de clubes de maior poderio financeiro.

“Vamos perder alguns atletas aqui também, justamente por aquilo que os atletas se destacaram na competição. Não vai ter como competir com algumas propostas e já estamos preparados para isso, buscando alternativas”, explica Gersinho. “Se o Operário não fizer um planejamento melhor e não tiver um orçamento maior para a Série B terá muita dificuldade no ano que vem”, acrescenta. 

Diferente do que aconteceu da Série D para a Série C e da Série C para a Série B, desta vez o Operário não tem mais uma equipe ‘pronta’, remanescente. Com isso, o elenco, reconstruído ao longo da própria Segunda Divisão Nacional, precisa de novas peças. 

“Precisamos valorizar o que os nossos atletas fizeram em meio a uma concorrência, em termos financeiros, muito desleal. Já tivemos essa dificuldade com alguns atletas que tentamos durante a competição mas agora vimos que a dimensão é maior. Temos dificuldades sim para buscar reforços, e como o presidente [do Grupo Gestor] já falou, queremos trazer jogadores de um patamar um pouco maior e isso gera custos. Mas o Operário vai conseguir, vai fazer uma equipe ainda melhor que a desse ano, vai investir um pouco mais”, crava Gersinho.

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