Operário e clubes da 'B' definem conduta e confirmam férias coletivas

Salário de jogadores entra em xeque e pode ser reduzido 25% após 'férias'

Operário e clubes da 'B' definem conduta e confirmam férias coletivas

Clubes de todo o Brasil estão parados em prevenção ao novo coronavírus - Foto: João Vitor Rezende

Com campeonato suspenso e treinamentos parados por conta da propagação do coronavírus, o Operário Ferroviário e os demais clubes da Série B vão entrar em férias coletivas por 20 dias, a partir do próximo dia 1º de abril, sendo prorrogáveis por mais dez dias. Se após esse prazo, a pandemia persistir, os salários de jogadores, treinadores e demais funcionários serão reduzidos em 25%. 

O Operário ainda não divulgou a decisão em nota oficial, mas o presidente do Grupo Gestor, Álvaro Góes, confirmou a decisão.Antes mesmo disso, o Operário, conhecido por não ter dívidas e pelo pagamento de salários dos jogadores em dia, já havia indicado, por meio do presidente, que não sabia se teria recurso suficiente no próximo mês para arcar com os custos de todos os atletas. 

"Neste mês vamos pagar os salários normalmente, mas se continuar assim e as coisas não voltarem ao normal, no mês que vem temos que pensar em alguma coisa", afirmou Álvaro Góes. Agora, os clubes esperam até o dia 1º de maio para reavaliar o cenário. O artigo 503 da Consolidação das Leis do Trabalho permite, em casos extremos, esta redução salarial sugerida. 

As medidas anunciadas pelos clubes de Série B incluem o pedido às federações e confederações aviso prévio de 20 dias para condicionamento físico dos atletas entre o fim da paralisação e os jogos oficiais; suspesão de contratos de direito de imagem; e disponibilização de espaços dos clubes às autoridades.

Segundo Góes, todos os outros colaboradores que trabalham no Operário estão mantidos e não há previsão de demissão de funcionários de setores considerados menos 'relevantes' para amenizar o problema com as finanças se a pausa se alongar.

Além de não ter dinheiro entrando nos cofres do clube através da bilheteria dos jogos, há contratos de sócios-torcedores se encerrando - já que foi neste período, em 2019, que muitas pessoas procuraram o clube para se associarem para assistir aos jogos da Série B, que começaria em abril. A loja está fechada e não possui plataforma online de renovação. Patrocinadores, segundo Álvaro, estão sinalizando suspensão de pagamento. 

"Não decidimos ainda, mas a obrigação nossa realmente é entender, porque a situação é precária para todos. Provavelmente será jogar para frente e depois dividir nas parcelas", explica o presidente - que também tem sua empresa entre os patrocinadores. "O importante agora é que a gente consiga voltar o mais rápido possível", finaliza Álvaro. Para que o futebol volte à rotina, a COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, precisa estar sob controle no país. 

Compartilhe essa notícia com seus amigos!