Operário cogita recompensa a sócios em dia por período sem partidas

Sócio-torcedor poderá colocar mensalidades em dia a partir desta semana

Operário cogita recompensa a sócios em dia por período sem partidas

Operário começou 2020 com cerca de 7.500 sócios em dia e 9.000 inscritos - Foto: João Vitor Rezende

Diante da suspensão dos jogos do Campeonato Paranaense e do Brasileirão da Série B por causa da pandemia de COVID-19, o novo coronavírus, o Operário Ferroviário também parou. Como já noticiado pelo Net Esporte Clube, o Fantasma perdeu cerca de 120 mil reais no último mês na receita do programa de sócio-torcedor. No entanto, há associados que seguem pagando as mensalidades em dia e aqueles que, por mais que assim desejassem, não conseguiram rescindir contratos com a Loja do Fantasma fechada. 

A equipe NEC procurou o diretor do Programa Sócio Fantasma da Vila, Joélcio de Miranda, o Ferpa. Questionado sobre a possibilidade de alguma 'recompensa' aos sócios-torcedores que continuaram arcando com as mensalidades em dia, Ele disse que o clube avalia alternativas de compensação, mas não há nenhuma ideia definida ou tendência. "Estamos avaliando várias possibilidades e vamos fazer algo que fique bom para o nosso sócio-torcedor", indicou. 

O 'contrato' acertado no ato da associação do sócio-torcedor é válido por doze meses. Independentemente da forma de pagamento, segundo a diretoria, ao fazer a adesão, o torcedor se compromete a quitar as mensalidades neste tempo, e não de acordo com o número de jogos. Se esse 'contrato' está em vigor de janeiro a janeiro, por exemplo, e o pagamento for interrompido, a posição do programa é que, para reativar a carteirinha na volta dos jogos, o sócio será obrigado a colocar as mensalidades atrasadas em dia.

Uma recompensa - através de benefícios em ingressos, descontos ou produtos da loja - pode convencer o torcedor a continuar contribuindo com o clube e, principalmente, amenizar a perda de sócio neste tempo. 

Para aqueles que aderiram ao plano pagando o valor total no momento da compra, dividido em doze vezes no cartão de crédito, provavelmente continuará pagando as mensalidades ao quitar as faturas do cartão. Para quem escolhe outras formas de pagamento, mensalmente na loja, por exemplo, o pagamento do sócio-torcedor pode ficar em segundo plano, levando em conta a situação econômica que a maioria das pessoas enfrenta neste tempo de pandemia. A questão que pode surgir é: se o produto não está sendo fornecido, quais as razões para o pagamento continuar? Além disso, se o produto (jogos) não está sendo oferecido, como exigir o pagamento e até cobrar retroativo para reativar a carteirinha?

"O contrato é de 12 meses e quem parar de pagar, depois, para reativar, vai ter que colocar em dia os meses que ficarem em atraso. E para podermos dar uma compensação é preciso que as mensalidades estejam em dia, senão estaremos sendo injustos com aqueles que pagam em dia as mensalidades", afirma Joélcio.

A gerente de atendimento do Procon de Procon, Patrícia Rocha, formada em direito, explica que a cobrança é devida porque o contrato, mesmo que não seja físico, é existente. Não há amparo na legislação para isentar o pagamento pelo fato de terem acontecido menos jogos ao longo desses doze meses, segundo a profissional.    

Alguns clubes brasileiros já anunciaram medidas em seus programas de sócio. Fluminense, Vitória, Palmeiras, Santos, Guarani, por exemplo, divulgaram pacotes de benefícios e descontos para os seus associados. 

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